Trabalhamos
hoje a respiração pelo abdômen, não achei complicado pois já trabalho com esse
tipo de respiração em performances que faço, porém, achei que a turma estava
muito dispersa e que não levou a proposta do exercício a sério. Senti isso
também nos exercícios que desenvolvemos depois, pois se não conseguimos
trabalhar bem a respiração, como conseguiremos trabalhar bem um exercício onde
a respiração é a base?
Trabalhamos
o equilíbrio e como o nosso corpo possui possibilidades de sair do cotidiano,
como nosso corpo possui possibilidades de ocupar diversos espaços, espaços que
para nós é impossível ocupar, mas o corpo ocupa. Procurei ir até o meu limite,
minha perna doeu muito mas mantive a concentração e a respiração controlada
como apoio ao exercício.
Trabalhamos
sons agudos, graves e a nossa extensão vocal. Acho difícil e as vezes fico sem
fôlego, porém é importante que consigamos atingir as notas desde a mais grave
até a mais aguda para termos isso como recurso de trabalho. Percebi que quando
apoio a emissão da minha voz na cabeça, no peito ou até mesmo no abdômen, ela
possui um sentido e uma direção diferente, mas que acima disso, ela se sustenta
melhor.
Fizemos
um exercício onde tínhamos que contar uma história e ilustrar com o corpo, mas
além disso, pensamos também em como ilustrar cada palavra da história.
Trabalhamos os gestos grandes e mais expressivos e a voz sem queima de curva.
Teve gente que fez o exercício e que quando chegou no final estava sem ar, isso
mostra que quanto mais dermos ar para o nosso corpo, mais ele vai pedir ar.
Então isso não adianta de nada, temos que conseguir controlar a nossa
respiração de modo que quando chegarmos no final de qualquer atividade teremos
ar o suficiente para não demonstrar que estamos ofegantes.
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