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domingo, 28 de junho de 2015

VozII 08/06/2015.

Hoje foi o dia tão esperado, o dia da apresentação de Medeia. Senti que na hora da apresentação estávamos realmente muito envolvidos em cena, ajudamos um ao outro quando um problema de cena surgia e senti que nos comunicávamos em cena. Conseguimos estabelecer um limite entre nós atores e personagens em cena, pois no momento que o Ismael esqueceu de dar a deixa, a Yule olhou para ele e o seu olhar o fez lembrar que ele tinha que falar a fala dele. Ou seja, a Yule em um determinado momento, deixou de ter o olhar de Medeia para ter o olhar de Yule. Isso é de extrema importância para o ator, saber se controlar em cena e não deixar nenhum tipo de "espírito de personagem" atuar sobre você, afinal, que atua sobre o personagem o tempo todo é o ator.

Senti que o coro de Jasão estava mais potente, havia uma parte que determinamos que iríamos fazer blablação, nos ensaios anteriores não conseguíamos encaixar a harmonia nenhuma vez, mas hoje, conseguimos. Acredito que a energia de "última hora" surgiu sobre nossos corpos e nos levou a compor personagens melhores.

Discutimos no final da apresentação sobre o público interferir na atuação do ator, o público nos contagia, querendo ou não, a energia que o ator coloca sobre cada gesto e fala muda quanto tem alguém assistindo. Nos ensaios anteriores meu corpo era mais fechado, pois eu só o apresentava para os meus integrantes do grupo, mas hoje, senti que tinha que dilatar mais o meu corpo, pois mais pessoas precisavam o ver, portanto, essa dilatação gerou uma energia que eu ainda não tinha obtido e isso fez com que eu me sentisse mais confiante em cena, gerando assim, um melhor resultado.
Acredito que a peça tem trouxe uma resultante positiva, pois conseguimos transmitir uma história com uma linguagem difícil fazendo várias dinâmicas sonoras e também corporais, sendo que a proposta aqui era trabalhar apenas voz. Concluo portanto, dizendo que no teatro tudo se relaciona, não existe um trabalho vocal que não haja um esforço do corporal assim como também não existe um trabalho corporal que não precise de um vocal, voz é corpo e corpo é voz.

VozII 01/06/2015.

Hoje foi o nosso último encontro antes da apresentaão e ainda sinto que temos que ter mais compromisso com o grupo. Tínhamos combinado de todos trazerem proposta de figurino e infelizmente o nosso coro foi o único que não veio "uniformizado". O coro de Medeias estava incrível, as meninas trouxeram acessírios e roupas que presentificaram ainda mais a imagem de poder que a Medeia possui. Se fizéssemos uma peça onde as Medeias ficassem paradas e não fizessem nada, elas ainda assim mostrariam poder pelo simples fato de estarem com um figurino muito vivo para a cena.

Senti um grande avanço no outro coro, as meninas estavam com as falas decoradas e por esse motivo, puderam trabalhar melhor o corpo e voz em cena. Senti que imagens estavam sendo usadas em algumas falas. A fala: "Vede oh! Vede esta mulher suicida, antes que com as mãos ela ataque os filhos!" não tinha nenhum efeito de trágico nos primeiros ensaios, hoje, essa frase realmente me surpreendeu e conseguiu tocar a mim.

O nosso coro estava mais unido do que nos outros ensaios, antes nós não tinhamos sincronização ao falar, um falava por cima do outro e era um garrancho sonoro horrível. Existem propostas que valorizam esse arranjo de vozes, mas essa não era a nossa proposta, portanto tínhamos que saber usar a harmonia e sincronia em cena, por fim, conseguimos.

O coro de Medeias estava extremamente forte, as meninas já haviam decorado as falas desde os ensaios iniciais, portanto, estiveram na nossa frente há tempos, pois mostraram mais comprometimento com o trabalho a ser desenvolvido. Gosto muito quando o coro de Medeias diz: "Não chores ainda, aguardes a velhice" e "Para te castigar!" São momentos que de repende se estabelece um certo tipo de paz no espetáculo. Quando a Sarah vem andando lentamente até chegar em mim e falar o primeiro" Para te castigar" trás um estado de suspense à cena, querendo ou não, prende a atenção do público, porque o público nunca sabe o que vai acontecer em cenas como essa, ela poderia me dar um tapa na cara, ou gritar comigo talvez, mas ela simplesmente levanta o meu rosto, coloca seus olhos sob os meus e diz a frase da forma mais sútil possível. Depois que a Sarah diz o primeiro "Te castigar!" que o coro cresce, e aí a briga continua a crescer o ritimo continua a se reestabelecer.

O mais interessante no teatro é que os elementos cênicos estão sempre se renovando e se comunicando, a dinâmica de jogo conversa com as vozes, da mesma forma que conversa com o corpo, é assim que a linguagem do teatro vai se reafirmando a cada dia e trazendo brilho para as pessoas que a assistem.

vozII 25/05/2015.

A proposta da aula de hoje foi mais tranquila e mais calma. Começamos com um breve debate sobre o texto: Higiene da voz, é um texto que fala sobre os cuidados que os atores tem que ter antes e depois de entrar em cena. As vezes não nos preocupamos com pequenos detalhes que se não tomados cuidado podem nos prejudicar muito. Por exemplo, dizem que a pastilha faz bem para a voz, isso é uma grande mentira. Se você chupar uma pastilha e for deitar, ai tudo bem, suas pregas vocais vão ficar aliviadas e isso te trará uma sensação melhor sim. Porém se você chupar uma pastilha e continuar falando ou então entrar em cena logo após ter chupado uma pastilha, você será prejudicado, pois o efeito que a pastilha causa é apenas anestésico, ou seja, você continuará forçando as suas pregas vocais e não estará sentindo o quanto elas estarão sendo prejudicadas. 
Comer alimentos duros como maçã por exemplo pode ajudar na articulação da boca e também na limpeza da boca também. Porém, se você comer um alimento derivado de leite, suas pregas vocais ficarão gordurosas e não estarão 100% livres para o ar passar. Se não tem ar, não tem voz, princípio básico da voz.

Um outro ponto importante da higiene da voz vem depois do espetáculo, é um cuidado bem básico, por exemplo, se eu apresentar uma peça de terno e gravata e depois da peça eu continuar com a mesma roupa suada que eu estive durante a apresentação inteira, provavelmente eu terei uma série de consequências sobre o meu corpo. O ideal seria eu tirar a minha roupa logo após o espetáculo e tomar uma ducha, evitaria problemas futuros para o meu corpo e voz.
Hoje tivemos o prazer de passarmos o texto apenas com as vozes, descobrimos que a a presentação está cada vez mais perto e nós ainda não estamos no clima da peça, ainda não decoramos o texto e muito menos pegamos o ritimo que o texto apresenta em cena. Nós enquanto o coro de Jasão temos algo que eu considero interessante, nós temos uma variedade de tons em cena. Ao mesmo tempo que o Ismael tem um tom mais alto, o Jeferson tem um tom mais baixo, isso gera dinâmica, que querendo ou não, deixa o espetáculo mais vivo cenicamente falando.

Os outros coros, também possuem essa dinâmica, mas não vejo com tanta precisão. O coro que trabalha junto com nós do lado de fora da capela por exemplo, precisa de mais visualidade de imagens em alguns momentos. Existem falas que precisam ser realmente visualidades, pois a peça se trata de uma tragédia, se nós não conseguirmos ver o que falamos, como vamos esperar que quem está nos assistindo vai conseguir ver?

VozII 18/05/2015.

Hoje tive uma melhor compreensão da peça e de alguns fatores que antes eu não compreendia, por exemplo: Medeia começa a peça como uma feiticeira, ela casa com Jasão e os dois fogem para a Grécia, chegando na Grécia, algum tempo depois, Jasão se casa com uma princesa, ou seja, troca Medeia e a abandona. Como Medeia era uma mulher forte e com uma personalidade extremamente poderosa, ela decide se vingar de Jasão e mostrar para ele que o que ele fez com ela não ficaria assim, ele teria que ver de alguma forma que quem tinha que está com o poder no final das contas, era Medeia. Medeia então, mata seus dois filhos e foge da Grécia, não deixa Jasão se quer tocar o corpo dos prórios filhos. Montamos toda a cena, portanto a cena começa do lado de fora da capela com o coro de Marcela, Ana Cláudia, Iasmin e Carol. Elas anunciam a Jasão que algo terrível aconteceu dentro da Capela e que a culpada de tudo era Medeia, o coro de Jasão se sente furioso e manda quebrar as fechaduras e arrombar as portas, e é isso que acontece. Quando nós entramos em cena (Eu, Ismael, Lázaro e Jeferson), damos de cara com Medeia e é ai que o conflito começa e surge uma série de constrastes em cena. Por exemplo, Medeia tem momentos calmos mas também tem momentos agitados, da mesma forma que Jasão entra estressado e furioso e no final acaba nos pés de Medeia se implorando pra ela.

Gosto de quando eu e Lázaro começamos a cantar de um ritimo e tom diferenciado do restante do coro, isso gera uma dinâmica sonora que ainda não havíamos pesquisado em cena. Gosto também de quando as meninas acabam de cantar a música delas e nós como coro de Jasão entramos com tudo para ofendê-las. Porém, não conseguimos, a imagem que elas tem neste momento da cena é mais potente que os nossos gritos, e olha que elas não alteram o tom de suas vozes, conseguem ser mais poderosas falando mais baixo que nós. Só aumentam o tom quando falam: "Para te castigar!" E ai começa o estouro da briga, que é onde o clímax da peça está no ápice.

Gostei muito da proposta que a Lara trouxe de nós enquanto grupo escolhermos e pesquisarmos como seria a nossa cena, nossos corpos e nossas vozes, portanto, a peça está sendo construída em equipe, a Lara ajuda é claro, mas não sinto que existe uma pressão para concluirmos algo de pressa, a Lara espera a gente encontrar o nosso tempo e as vezes até constrói junto com o nosso tempo.

vozII 11/05/2015.

Hoje trabalhamos uma sonoridade mais específica da peça, tentamos construir ritimo e tons para as músicas que serão encaixadas na peça. Como será uma apresentação de voz, gosto da ideia de todos os sons que iremos produzir na peça soem de forma dinâmica. Por exemplo, o mesmo som sendo emitido por mais de uma pessoa ou uma frase sendo dividida em partes e cada pessoa falar uma parte dessa frase, nãos sei muito bem quais as possibilidades de dinâmica nós iremos conseguir alcançar, mas temos que tentar formas alternativas de trabalho.

A música escolhida para a parte das Medeis foi um sucesso, é uma música que mostra o lado debochado e vingativo que a Medeia tem em cena, a música diz: "Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir e nem deixar eu me apaixonar". As meninas só irão cantar essa parte e mesmo que nós não tenhamos ensaiado nada ainda eu já consegui visualizar a imagem de poder que elas terão em cena ao cantar essa música. Uma coisa que eu gosto na Lara é que antes dela escolher quem vai fazer tal papel, ela faz uma espécie de "teste de vozes". Ela manda cada um ler ou cantar a parte escolhida e assim vai analisando qual voz se encaixa melhor para determinada cena, além disso, quando já temos um personagem definido e o ator que interpreta tal personagem não consegue chegar no tom da voz, ela pede para outras pessoas lerem a mesma frase que o ator terá que ler para o ajudar, para que este ator possa se apropriar de coisas que as outras pessoas levaram para a cena. 

A música que o coro de Jasão cantará será: "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor." Acredito que esse trecho será colocado na hora que a Medeia e Jasão estão no ápice de sua briga e Medeia vira as costas para Jasaõ, falando que fez o que fez para castigar Jasão. A imagem que ela carrega é de deboche, enquanto Jasão está furioso com ela, portanto, a entrada desta música nessa parte se encaixará perfeitamente.

VozII 04/05/2015.

Hoje quando chegamos na aula a professora já estava sentada nos esperando para começar a trabalhar juntos. Gosto dessa atitude dela, pois percebo mais uma vez que o sentimento de grupo ao ter que esperar todos chegarem, para só assim começar o trabalho faz parte da preparação do ator. Precisamos cada vez mais buscar o que temos em nós que pode ser compartilhado para generalizar cada vez mais esse sentimento de grupo. Se temos paciência em nossos corpos, que sejamos pacientes para esperar cada um chegar no horário e não se estressar com os erros do grupo. Se temos alegria, que possamos compartilhá-la nos momentos triste , animando assim, os outros componentes do grupo. Se temos concentração, que possamos passar esse estado para todos do grupo, se temos compromisso, que possamos reunir todos para trabalharmos a favor de um só signo.
Trabalhamos alguns exercícios que envolviam respiração e projeção, testamos a respiração intercostal e descobrimos que somos capazes de emitir alguns sons de formas ainda não conhecidas. Por exemplo, tentamos pronunciar o "Ô" da forma que se pronuncua o "U", querendo ou não, pronunciar o "U" requer uma boca mais fechada, mas conseguimos mesmo com a boca mais fechada, pronunciar o "Ô". 
Eu tento me concentrar ao máximo quando trabalhamos a respiração, acredito que esta pode nos deixar mais relaxado durante uma performance e também nos ajudar na sustentação da voz em cena. O trabalho da respiração bem feita é fundamental no trabalho do ator, porém, a nossa turma não leva isso muito a sério. Percebo alguns não fazendo os exercícios de respiração, outros reclamando sempre que fazemos, outros se quer chegando na roda quando percebem que estamos trabalhando a respiração. No começo eu concordava com eles, mas como tudo é questão de prática e costume, eu fui me adaptando aos exercícios e hoje eu até tenho prazer de fazer.
No final da aula, lemos o texto que iremos apresentar: Medeia. Gostei muito do que o texto carrega como linguagem cênica. É um texto cheio de polaridade, existe uma polaridade existente entre Medeia e Jasão, pois Medeia começa a peça apagada, sofrendo por Jasão ter a trocado, enquanto Jasão possui a imagem de "macho superior", a imagem de que o homem pode ter o que quiser quando quiser. No final da peça acontece o oposto, Jasão fica sozinho e implorando por Medeia, enquanto ela se sente vingada e sai de cena com uma imagem de poder, afinal, o Rei Sol espera por ela. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Aula de voz do dia 06/03/2015.

Hoje a aula foi muito interessante, Além da atividade de aquecimento, a turma foi dividia  em duplas, eu fiz dupla com a Sarah; trabalhamos com as musicas que troucemos, cada um com a sua, fazendo ligação na cena cantando. Sara trouce a musica Palpite, e eu trouce a musica Canção do Sal. Foi muito bom que nossa musica teve uma ligação, fizemos como um homem chegando do trabalho cansado, e a mulher reclamando que estava com saudades,, com uma briga o homem deixa sozinha. Durante o ensaio, um tempo que cada um teve para treinar, a professora foi dando umas regras, como uma pausa de 3 segundos, que algum momento cantaremos a musica, que tivesse uma explosão e uma suavidade. Não tivemos nenhuma dificuldade para colocar as regras na cena, não sentimos dificuldades para entra nas regras não, na verdade quase tudo foi colocado antes do comando da professora. Aproveitamos para colocar praticas de outras aulas como visualidade do pensamento, Acredito que conseguimos chegar no nosso objetivo, pois fomos um dos poucos grupos que não precisou de nenhuma alteração em foi apontado erros pela professora; fiquei bem satisfeito, acredito que meu foco e junto com minha dupla estava afinado, coisas que sentir falta em outras duplas.
Uma coisa que volto nessa aula foi o GOSTO  SUGIRO CRITICO, acho q de forma aberta podemos falar poque pensamos do outro. Aproveitei para colocar minha insatisfação com pessoas que não estão focado no trabalho utilizam de brindeira para levar a cena, e gostei da critica da Rafaela que criticou as pessoas que não experimenta algumas atividade com desculpas ridículas.
Mas acredito que aula foi muito boa, e muito construtiva.

Aula de voz do dia 30/03/2015.

Quero falar hoje só de uma parte da aula, porque para mim foi muito bom aprender, e quero melhorar isso em mim. Quando falamos sobre a Quebra de curva, fizemos uma atividade de roda, cantando a musica da pipoca, essa brincadeira tem uma dança, que e bem agitada e pulando muito; a orientação foi que nosso corpo ia pedir para respirarmos mas rápido, mas nos deveríamos controlar a respiração, pois cada vez que respirássemos mais nosso corpo ia pedir mais; nos deixando ofegantes e sem condições de falar.
Foi muito difícil controlar a respiração, essa atividade me chamou muita atenção, pois gosto muito de musicais, e sempre fico me perguntando, como dançar cantar e ainda manter a respiração para atuar normalmente?
Esse ponto da aula me chamou muita atenção pois e um ponto que preciso melhorar em mim, aprender a controlar minha respiração controlar o batimento cardíaco. Quero mais atividades nesse sentido, pois acho vai nos ajudar muito, no controle, para poder manter fala e ação física sem atrapalhar a fala.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Aula de voz do dia 23/03/2015.


Trabalhamos hoje a respiração pelo abdômen, não achei complicado pois já trabalho com esse tipo de respiração em performances que faço, porém, achei que a turma estava muito dispersa e que não levou a proposta do exercício a sério. Senti isso também nos exercícios que desenvolvemos depois, pois se não conseguimos trabalhar bem a respiração, como conseguiremos trabalhar bem um exercício onde a respiração é a base?

Trabalhamos o equilíbrio e como o nosso corpo possui possibilidades de sair do cotidiano, como nosso corpo possui possibilidades de ocupar diversos espaços, espaços que para nós é impossível ocupar, mas o corpo ocupa. Procurei ir até o meu limite, minha perna doeu muito mas mantive a concentração e a respiração controlada como apoio ao exercício.

Trabalhamos sons agudos, graves e a nossa extensão vocal. Acho difícil e as vezes fico sem fôlego, porém é importante que consigamos atingir as notas desde a mais grave até a mais aguda para termos isso como recurso de trabalho. Percebi que quando apoio a emissão da minha voz na cabeça, no peito ou até mesmo no abdômen, ela possui um sentido e uma direção diferente, mas que acima disso, ela se sustenta melhor.

Fizemos um exercício onde tínhamos que contar uma história e ilustrar com o corpo, mas além disso, pensamos também em como ilustrar cada palavra da história. Trabalhamos os gestos grandes e mais expressivos e a voz sem queima de curva. Teve gente que fez o exercício e que quando chegou no final estava sem ar, isso mostra que quanto mais dermos ar para o nosso corpo, mais ele vai pedir ar. Então isso não adianta de nada, temos que conseguir controlar a nossa respiração de modo que quando chegarmos no final de qualquer atividade teremos ar o suficiente para não demonstrar que estamos ofegantes.

Aula de voz do ia 19/03/2015.


Percebi na aula de hoje que a maioria da turma tem dificuldade nos exercícios de alongamento e preparação corporal/vocal. Talvez não seja nem dificuldade mas sim, falta de força de vontade. Precisamos parar de preguiça, nos concentrar mais e levar cada atividade de sala como algo que vamos levar para as nossas vidas enquanto atores e professores da arte.

Apresentamos o nosso trabalho do último encontro onde um falava uma história e os que estavam atrás desenvolviam partituras, senti que meu grupo articulou bem o som e que estávamos bem envolvidos com o exercício. O que faltou em muitos grupos foi a articulação dos sons e do próprio corpo, penso que um corpo articulado consegue desenvolver grandes possibilidades de trabalho em cena.

Discutimos sobre o aparelho fonador e como podemos ter controle da nossa voz. A voz precisa de ar e espaço para ser bem sucedida, se conseguimos dar isso a ela, ela é capaz de ocupar qualquer espaço. Relembramos mais uma vez, que os trava-línguas e os exercícios de voz que fazem nossas pregas vocais vibrarem são muito importantes para manterem nossas pregas relaxadas e bem dispostas para um trabalho vocal.

Trabalhamos sons nasais e pude perceber que os sons nasais assim como os outros sons emitidos de melhor forma quando conhecemos melhor os espaços que temos para eles se desenvolverem..

De um modo geral, estou gostando muito dos encontros e de cada exercício desenvolvido em grupo, acho que os trabalhos de grupo realizados até agora tem maior força.

Aula de voz do dia 09/03/2015.


Começamos a aula de hoje com os exercícios de início de sempre: Preparação corporal e vocal, os trava-línguas são muito difíceis, eu tenho muita dificuldade, tenho mais dificuldade ainda quando estou perto de alguém que erra e ai eu acabo errando também. Não sei se essa questão de nos ouvir em conjunto para a realização destes pode funcionar. Porque quando eu treino um trava-língua sozinho, só me escutando eu consigo realiza-los melhor. Um exemplo de trava-língua é quando temos que contar limões: 1 limão, meio limão, 2 limões, meio limão... E assim vai até o 10. Confundo muito limão com milhão e limãos com limões. Sei que tudo é questão de prática, mas confesso também que nós todos enquanto grupo, temos que nos concentrar mais para a realização desses tipos de exercício.

Fizemos um exercício de corpo bem legal, fizemos filas e carreiras, um do lado do outro. Esse exercício trabalhou percepção de grupo, olhar periférico e concentração. Começávamos o jogo pulando junto com a carreira, quando virávamos a carreira de trás tinha que pular contar até 4 e virar, a carreira de trás a mesma coisa até voltar na minha carreira. Digo que esse exercício trabalha olhar periférico, pois tínhamos que ficar atentos para todos os lados para saber quando devíamos virar e pular.

O último exercício antes de terminarmos a aula foi bem dinâmico mas também bem difícil. Fizemos uma roda e tínhamos que contar uma história em conjunto sem errar dicção, sem errar concordância verbal e sem errar ritmo. Se eu começava a falar uma frase e deixava a palavra morrer no final da frase tinha que voltar e contar a história toda de novo do mesmo jeito que havia começado. Foi interessante pois além de trabalharmos a nossa emissão de voz trabalhamos a escuta de si e a escuta de cada um, pois quando eu fechei meus olhos, me concentrei e comecei a me ouvir mais enquanto eu estava falando, eu errei menos coisas.

No final da aula discutimos sobre alguns órgãos respiratórios e suas importâncias para nós, que trabalhamos tanto com a respiração e a voz, discutimos que o músculo responsável pela respiração não é o pulmão, mas sim o diafragma, e falamos também sobre o diafragma ser um músculo que ao mesmo tempo pode ser incontrolável ou controlável, afinal, nossa respiração é incontrolável mas também possuímos a possibilidade e capacidade de controla-la.

Aula de voz do dia 02/03/2015.


A aula de hoje começou com os aquecimentos de corpo e voz de sempre, trabalhamos o nosso corpo no espaço e alongamos bem nossas pernas e costas. Os exercícios de preparação vocal que fazemos nos encontros são muito importantes para não deixarmos nossas vozes se perderem nos espaços que temo como local de trabalhamos.

Os trava-línguas são bem realizados quando articulamos bem a boca e deixamos espaço para o ar circular. Aprendemos que voz assim como o corpo também é material, por isso precisamos cuidar bem dela e saber como a utilizar. Precisamos carrega-la onde estivermos e saber que existe momento certo para usar o nosso material de trabalho de jeito certo.

Os exercícios que fazem nossas pregas vocais vibrarem são muito importantes porque através das vibrações nossas pregas ficam massageadas e relaxadas pronta para as usarmos. 

A voz tem direção e sentido, trabalhamos esse conceito na aula de hoje, na verdade demos continuidade ao exercício do último encontro, onde uma pessoa tinha que contar como foi o seu dia direcionando a voz para 3 focos diferentes. O primeiro foco era para a pessoa que estava ao seu lado, o segundo foco para a pessoa que estava um pouco mais longe, porém nem tanto e o terceiro foco era para a sala inteira. Nem todo mundo conseguiu atingir a proposta, talvez seja pelo fato de não terem se escutado, gosto de pensar que quando nós nos escutamos nós conseguimos controlar melhor a nossa voz e a direção que queremos dar para ela.

A sala em geral hoje se concentrou bem nos exercícios, acho que estamos caminhando em níveis parecidos e crescendo junto enquanto turma e enquanto grupo.

Aula de voz do dia 23/02/2015.


A aula de hoje começou com os aquecimentos de corpo e voz de sempre, trabalhamos o nosso corpo no espaço e alongamos bem nossas pernas e costas. Os exercícios de preparação vocal que fazemos nos encontros são muito importantes para não deixarmos nossas vozes se perderem nos espaços que temo como local de trabalhamos.

Os trava-línguas são bem realizados quando articulamos bem a boca e deixamos espaço para o ar circular. Aprendemos que voz assim como o corpo também é material, por isso precisamos cuidar bem dela e saber como a utilizar. Precisamos carrega-la onde estivermos e saber que existe momento certo para usar o nosso material de trabalho de jeito certo.

Os exercícios que fazem nossas pregas vocais vibrarem são muito importantes porque através das vibrações nossas pregas ficam massageadas e relaxadas pronta para as usarmos. 

A voz tem direção e sentido, trabalhamos esse conceito na aula de hoje, na verdade demos continuidade ao exercício do último encontro, onde uma pessoa tinha que contar como foi o seu dia direcionando a voz para 3 focos diferentes. O primeiro foco era para a pessoa que estava ao seu lado, o segundo foco para a pessoa que estava um pouco mais longe, porém nem tanto e o terceiro foco era para a sala inteira. Nem todo mundo conseguiu atingir a proposta, talvez seja pelo fato de não terem se escutado, gosto de pensar que quando nós nos escutamos nós conseguimos controlar melhor a nossa voz e a direção que queremos dar para ela.

A sala em geral hoje se concentrou bem nos exercícios, acho que estamos caminhando em níveis parecidos e crescendo junto enquanto turma e enquanto grupo.

Aula de voz do dia 09/02/2015.


Trabalhamos hoje a respiração pelo abdômen, não achei complicado pois já trabalho com esse tipo de respiração em performances que faço, porém, achei que a turma estava muito dispersa e que não levou a proposta do exercício a sério. Senti isso também nos exercícios que desenvolvemos depois, pois se não conseguimos trabalhar bem a respiração, como conseguiremos trabalhar bem um exercício onde a respiração é a base?
Trabalhamos o equilíbrio e como o nosso corpo possui possibilidades de sair do cotidiano, como nosso corpo possui possibilidades de ocupar diversos espaços, espaços que para nós é impossível ocupar, mas o corpo ocupa. Procurei ir até o meu limite, minha perna doeu muito mas mantive a concentração e a respiração controlada como apoio ao exercício.
Trabalhamos sons agudos, graves e a nossa extensão vocal. Acho difícil e as vezes fico sem fôlego, porém é importante que consigamos atingir as notas desde a mais grave até a mais aguda para termos isso como recurso de trabalho. Percebi que quando apoio a emissão da minha voz na cabeça, no peito ou até mesmo no abdômen, ela possui um sentido e uma direção diferente, mas que acima disso, ela se sustenta melhor.
Fizemos um exercício onde tínhamos que contar uma história e ilustrar com o corpo, mas além disso, pensamos também em como ilustrar cada palavra da história. Trabalhamos os gestos grandes e mais expressivos e a voz sem queima de curva. Teve gente que fez o exercício e que quando chegou no final estava sem ar, isso mostra que quanto mais dermos ar para o nosso corpo, mais ele vai pedir ar. Então isso não adianta de nada, temos que conseguir controlar a nossa respiração de modo que quando chegarmos no final de qualquer atividade teremos ar o suficiente para não demonstrar que estamos ofegantes.

Aula de voz do dia 02/02/2015.


A primeira aula de voz do semestre foi bem interessante, a prática foi muito parecida com o que vivemos no semestre passado em voz I. Trabalhamos o bocejar, rir, chorar e etc. E como esses recursos, embora a gente ache que não é importante, pode nos ajudar em trabalhos artísticos.

Trabalhamos partituras através desses exercícios de bocejo, espreguiçar, sorrir chorar e etc. O interessante é que conseguimos fazer com que a partitura se forme automaticamente, quando estamos concentrados e levamos o exercício a sério, elas fluem naturalmente.

Trabalhamos a diferença entre o riso e o choro e como algumas pausas pode os diferenciar. São energias diferentes mas os dois apesar disso, estão próximos, precisamos saber colocar intensidade e intenção diferente para que possamos os diferenciar bem. O tempo e a tonalidade de cada um também ajudam na diferenciação, por exemplo: As pausas do choro duram mais e ele tem um tom de queda, já a gargalhada tem as pausas mais curtas e o tom é crescente.

Minha partitura foi bem simples: Comecei por uma gargalhada, da gargalhada emendei no choro e do choro dei uma espreguiçada bem grande como se estivesse com preguiça de chorar e rir, como se tivesse desanimado.