domingo, 28 de junho de 2015

VozII 04/05/2015.

Hoje quando chegamos na aula a professora já estava sentada nos esperando para começar a trabalhar juntos. Gosto dessa atitude dela, pois percebo mais uma vez que o sentimento de grupo ao ter que esperar todos chegarem, para só assim começar o trabalho faz parte da preparação do ator. Precisamos cada vez mais buscar o que temos em nós que pode ser compartilhado para generalizar cada vez mais esse sentimento de grupo. Se temos paciência em nossos corpos, que sejamos pacientes para esperar cada um chegar no horário e não se estressar com os erros do grupo. Se temos alegria, que possamos compartilhá-la nos momentos triste , animando assim, os outros componentes do grupo. Se temos concentração, que possamos passar esse estado para todos do grupo, se temos compromisso, que possamos reunir todos para trabalharmos a favor de um só signo.
Trabalhamos alguns exercícios que envolviam respiração e projeção, testamos a respiração intercostal e descobrimos que somos capazes de emitir alguns sons de formas ainda não conhecidas. Por exemplo, tentamos pronunciar o "Ô" da forma que se pronuncua o "U", querendo ou não, pronunciar o "U" requer uma boca mais fechada, mas conseguimos mesmo com a boca mais fechada, pronunciar o "Ô". 
Eu tento me concentrar ao máximo quando trabalhamos a respiração, acredito que esta pode nos deixar mais relaxado durante uma performance e também nos ajudar na sustentação da voz em cena. O trabalho da respiração bem feita é fundamental no trabalho do ator, porém, a nossa turma não leva isso muito a sério. Percebo alguns não fazendo os exercícios de respiração, outros reclamando sempre que fazemos, outros se quer chegando na roda quando percebem que estamos trabalhando a respiração. No começo eu concordava com eles, mas como tudo é questão de prática e costume, eu fui me adaptando aos exercícios e hoje eu até tenho prazer de fazer.
No final da aula, lemos o texto que iremos apresentar: Medeia. Gostei muito do que o texto carrega como linguagem cênica. É um texto cheio de polaridade, existe uma polaridade existente entre Medeia e Jasão, pois Medeia começa a peça apagada, sofrendo por Jasão ter a trocado, enquanto Jasão possui a imagem de "macho superior", a imagem de que o homem pode ter o que quiser quando quiser. No final da peça acontece o oposto, Jasão fica sozinho e implorando por Medeia, enquanto ela se sente vingada e sai de cena com uma imagem de poder, afinal, o Rei Sol espera por ela. 

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