domingo, 28 de junho de 2015

vozII 25/05/2015.

A proposta da aula de hoje foi mais tranquila e mais calma. Começamos com um breve debate sobre o texto: Higiene da voz, é um texto que fala sobre os cuidados que os atores tem que ter antes e depois de entrar em cena. As vezes não nos preocupamos com pequenos detalhes que se não tomados cuidado podem nos prejudicar muito. Por exemplo, dizem que a pastilha faz bem para a voz, isso é uma grande mentira. Se você chupar uma pastilha e for deitar, ai tudo bem, suas pregas vocais vão ficar aliviadas e isso te trará uma sensação melhor sim. Porém se você chupar uma pastilha e continuar falando ou então entrar em cena logo após ter chupado uma pastilha, você será prejudicado, pois o efeito que a pastilha causa é apenas anestésico, ou seja, você continuará forçando as suas pregas vocais e não estará sentindo o quanto elas estarão sendo prejudicadas. 
Comer alimentos duros como maçã por exemplo pode ajudar na articulação da boca e também na limpeza da boca também. Porém, se você comer um alimento derivado de leite, suas pregas vocais ficarão gordurosas e não estarão 100% livres para o ar passar. Se não tem ar, não tem voz, princípio básico da voz.

Um outro ponto importante da higiene da voz vem depois do espetáculo, é um cuidado bem básico, por exemplo, se eu apresentar uma peça de terno e gravata e depois da peça eu continuar com a mesma roupa suada que eu estive durante a apresentação inteira, provavelmente eu terei uma série de consequências sobre o meu corpo. O ideal seria eu tirar a minha roupa logo após o espetáculo e tomar uma ducha, evitaria problemas futuros para o meu corpo e voz.
Hoje tivemos o prazer de passarmos o texto apenas com as vozes, descobrimos que a a presentação está cada vez mais perto e nós ainda não estamos no clima da peça, ainda não decoramos o texto e muito menos pegamos o ritimo que o texto apresenta em cena. Nós enquanto o coro de Jasão temos algo que eu considero interessante, nós temos uma variedade de tons em cena. Ao mesmo tempo que o Ismael tem um tom mais alto, o Jeferson tem um tom mais baixo, isso gera dinâmica, que querendo ou não, deixa o espetáculo mais vivo cenicamente falando.

Os outros coros, também possuem essa dinâmica, mas não vejo com tanta precisão. O coro que trabalha junto com nós do lado de fora da capela por exemplo, precisa de mais visualidade de imagens em alguns momentos. Existem falas que precisam ser realmente visualidades, pois a peça se trata de uma tragédia, se nós não conseguirmos ver o que falamos, como vamos esperar que quem está nos assistindo vai conseguir ver?

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