Hoje tive uma melhor compreensão da peça e de alguns fatores que antes eu não compreendia, por exemplo: Medeia começa a peça como uma feiticeira, ela casa com Jasão e os dois fogem para a Grécia, chegando na Grécia, algum tempo depois, Jasão se casa com uma princesa, ou seja, troca Medeia e a abandona. Como Medeia era uma mulher forte e com uma personalidade extremamente poderosa, ela decide se vingar de Jasão e mostrar para ele que o que ele fez com ela não ficaria assim, ele teria que ver de alguma forma que quem tinha que está com o poder no final das contas, era Medeia. Medeia então, mata seus dois filhos e foge da Grécia, não deixa Jasão se quer tocar o corpo dos prórios filhos. Montamos toda a cena, portanto a cena começa do lado de fora da capela com o coro de Marcela, Ana Cláudia, Iasmin e Carol. Elas anunciam a Jasão que algo terrível aconteceu dentro da Capela e que a culpada de tudo era Medeia, o coro de Jasão se sente furioso e manda quebrar as fechaduras e arrombar as portas, e é isso que acontece. Quando nós entramos em cena (Eu, Ismael, Lázaro e Jeferson), damos de cara com Medeia e é ai que o conflito começa e surge uma série de constrastes em cena. Por exemplo, Medeia tem momentos calmos mas também tem momentos agitados, da mesma forma que Jasão entra estressado e furioso e no final acaba nos pés de Medeia se implorando pra ela.
Gosto de quando eu e Lázaro começamos a cantar de um ritimo e tom diferenciado do restante do coro, isso gera uma dinâmica sonora que ainda não havíamos pesquisado em cena. Gosto também de quando as meninas acabam de cantar a música delas e nós como coro de Jasão entramos com tudo para ofendê-las. Porém, não conseguimos, a imagem que elas tem neste momento da cena é mais potente que os nossos gritos, e olha que elas não alteram o tom de suas vozes, conseguem ser mais poderosas falando mais baixo que nós. Só aumentam o tom quando falam: "Para te castigar!" E ai começa o estouro da briga, que é onde o clímax da peça está no ápice.
Gostei muito da proposta que a Lara trouxe de nós enquanto grupo escolhermos e pesquisarmos como seria a nossa cena, nossos corpos e nossas vozes, portanto, a peça está sendo construída em equipe, a Lara ajuda é claro, mas não sinto que existe uma pressão para concluirmos algo de pressa, a Lara espera a gente encontrar o nosso tempo e as vezes até constrói junto com o nosso tempo.
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