terça-feira, 23 de junho de 2015

Aula de Teledramaturgia 02/06

Continuamos hoje com as análises sobre as cenas, confesso que ficar vendo e revendo as cenas e ter que pensar sobre elas me deixa um pouco cansado, mas sei a carga de importância que esse exercício carrega em si.

A cena de Lázaro foi cantada pela voz de direção, já comentamos aqui que o fato dele não ter conseguido chegar logo ao estado que a cena pedia, a direção começou a falar tudo o que ele precisava fazer para dar um sentido a cena. Embora isso tenha acontecido com ele, ele conseguiu chegar em uma emoção com contenção, diz ele que ficou ouvindo músicas que fizessem tocar o coração dele, fiz uma comparação com o Rodrigo Santoro que usa a música para se estimular o tempo todo em suas cenas. Na cena do Lázaro faltou verdade, é essa a definição que faltava, o público não produziu novos sentidos, o público simplesmente via o que estava na cara, e ainda assim não trazia verdade.

O arranjo que a Raquel fez para sistematizar a sua cena foi:
* Usou fala interna: "Não olhe para essa luz"
* Usou visualidade de filmes.
* Usou substituição

Esses estímulos foram os que ela lembrou e falou com a gente, mas pode ter acontecido de ela ter usado mais estímulos em cena, a final, quando entramos para jogar, coisas novas surgem sem que a gente se quer perceba que surgiu.
A cena do bar foi muito bem sucedida, pois o local ajudava muito, além disso, havia a presença de não atores em cena, por exemplo: Quando a Carol pede uma cerveja para o garçom, o garçom não era um ator, então ele foi realmente natural, porque estava fazendo aquilo que ele sempre faz em seu cotiano. A cena inicial que mostra homens jogando sinuca por exemplo, também é um exemplo de cena feita com não atores e que gerou um tom a mais de naturalismo.
A Naiara usou o próprio cansaço e a substituição a favor dela, isso gerou um efeito legal para a personagem dela, porque a personagem dela também estava cansada, pois acabava de sair de uma noite de programas e o que mais queria era ir para casa descansar. A Naiara usou coisas dela mesma e se saiu muito bem na cena.
Concluo dizendo que não importa qual o arranjo que a gente faça para a composição do nosso personagem, não é suficiente apenas escolher o que vamos usar, temos que testar cada vez mais o que sempre usamos, temos que nos pesquisar e buscar sempre o que há de melhor em nós para fazermos sempre um bom trabalho.

"A energia liberada para resolver o problema, sendo restringida pelas regras do jogo e estabelecida pela decisão grupal, cria uma explosão — ou espontaneidade — e, como é comum nas explosões, tudo é destruído, rearranjado, desbloqueado. O ouvido alerta os pés, e o olho atira a bola." -Viola Spolin. 

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