Hoje foi mais uma aula de mostrarmos filmes, os que eu mais gostei e irei comentar foram:
Meu nome não é Johney: Esse filme trás um exemplo muito clara de visualidade do pensamento, a atriz que faz a Juíza usa muito um dispositivo que já mencionei: "troca". Esse "troca" é quando o ator está concentrado em pensar uma coisa e de repente o público percebe que ele muda a sua linha de raciocínio e começa a pensar outra coisa. Para ficar mais fácil de compreender, vou dar o seguinte exemplo:
"Hoje estava conversando com Maria, porém a conversa dela estava muito chata, enquanto ela falava, eu comecei a pensar na lista de coisas que eu tenho que fazer hoje e sei que não vai dar tempo, enquanto Maria conversava comigo eu não ouvia nada do que ela estava falando pelo fato de eu estar mais interessado na lista de coisas que eu tinha que fazer do que no assunto chato que ela estava falando. Porém, quando Maria percebeu que eu não estava prestando atenção nela, ela colocou a mão nos meus olhos e eu de repente comecei a prestar atenção nela." O passar a mão na frente do rosto de Maria foi o estímulo causador do "troca", eu troquei literalmente o que eu estava pensando.
O bicho de sete cabeças: Esse filme foi escolha minha, gosto muito dele e o ator principal trás uma energia muito boa para a cena, ele mostra verdade em forma de agitação. O registro que eu mostrei foi o de sujeira, pois é um filme que o tempo todo, as falas sobrepassam as outras, e o estilo de filmagem também trás sujeira, quando corpos são filmados em cima de outros corpos, além de diversas vezes ter uma emoção contida, trouce esse filme pois ele me marcou pois o conheci na adolescência e hoje tendo uma visão técnica, vejo o quanto ele é rico em elementos, como visualização do pensamento, de imagem, emoção com contenção.
A culpa é das estrelas: Esse filme trouxe o registro de visualidade do pensamento, a atirz principal tem um olhar muito forte, em todas as cenas que ela aparece, por mais simples que seja a cena, ela consegue preencher a cena inteira sustentando com o seu olhar, e é claro que atrás do olhar dela existem enigmas, enigmas que só ela sabe e mais ninguém.
Ações como mexer em uma bijuteria, bater com a mão em uma prateleira, brincar com uma caneta, ajeitar a bolsa, mascar chiclete, fumar, beber, comer, “atrapalham” a linha de ação contínua; freiam, oferecem resistência, fazem perder um tempo a mais. Assim, o ator oscila entre a atividade e a ação circunscrita na relação com o outro (dramática)." ARRUDA, R.
Nenhum comentário:
Postar um comentário