Começo o relato de hoje com uma citação de Knebel onde ela diz o seguinte:
"Quanto mais comprimida é a frase produzida por grandes pensamentos, mais saturada estará, maior será sua força." KNEBEL Isso me faz pensar justamente no que sinto todos os dias quando assistimos algum filme ou quando passamos por um processo de filmagem. Quando estamos em uma cena onde não falamos nada por exemplo, o que tem em nosso pensamento tem que está muito forte, para gerar verdade e fazer o público sentir que estamos vivos em cena, caso contrário, o público vai assistir o ator e vai ver que ali não existe ator, o ator está morto. Senti o que digo, na cena do filme que a Rafa trouxe: "Um sonho de liberdade". O protagonista estava em uma simples conversa com seu parceiro de cena e tinha momentos que ele dava uma pausa enorme para falar, percebi, que cada pausa que o ator dava era extremamente preenchida por algo forte, por algo que trazia verdade em cena.
O Lázaro trouxe o filme "Querido John". Ele trouxe o registro de visualidade do pensamento e emoção com contenção, além desses registros analisados em cena, eu gostei muito da construção do personagem que o pai do John usou em cena, ele não estereotipou, o personagem dele era um autista, e normalmente esse tipo de personagem é muito estereotipado, porém, no caso dele isso não aconteceu, talvez seja pelo fato dele manter a cena toda ocupada em pensar e em visualizar coisas e não preocupado em fazer um autista. Aqui surge uma diferença que pode ser debatida: O ator não pensa como o personagem, o autista não pensa: "Caramba, sou um autista, como devo me comportar sendo um autista?" Isso não está na mente dele, porém, essa pergunta está em vários pensamentos de atores, o ator querendo ou não se faz essa pergunta direto, mas não devemos. Em vez disso, devemos ocupar nossas mentes com coisas do tipo: "Como o céu está bonito hoje!", "O que será que tem de bom pra comer no almoço"... São pensamentos verdadeiros de qualquer pessoa, até mesmo de um autista, afinal, eles são gente como a gente.
A Sarah levou o filme "Cinderela", ela mostrou o registro de visualidade do pensamento e fala interna. Achei muito interessante ela falando que as duas cosias estão juntas, porque realmente estavam juntas na interpretação da protagonista do filme, ao mesmo tempo que ela visualizava algo, havia uma espécie de troca que fazia ela pensar em outra coisa e falar outra. É loucura falar assim, mas acontece, é só se deixar levar.
A Naiara também trouxe um filme muito interessante, além de ser brasileiro, é um filme composto por grandes elencos, o Wagner Moura tinha uma imagem muito forte em cena, ele usava muitos registros, usava fala interna, usava sujeira, visualidade de imagem e visualidade do pensamento. Em poucos minutos de cena, eu consegui perceber isso tudo.
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