Como eu já tinha feito bastante memorização do meu texto eu comecei a pensar na continuação da minha cena, comecei a usar o mágico se que o Stanislavski tanto menciona em seus escritos, tentei imaginar se essa situação estivesse realmente acontecendo comigo. Talvez a direção queria que nós entrássemos em uma relação com a escrita não só para decorar o texto, mas para nos identificarmos enquanto construção cênica. Por que como eu já estava entediado de decorar minhas falas, eu comecei a me aventurar e escrever vários monólogos internos, comecei a pensar em como a minha parceira de cena reagiria se eu começasse a improvisar por exemplo, enfim, comecei a pensar em possibilidades de fluir a cena a partir de elementos novos.
Resumindo, a escrita é importante para o trabalho do ator, mas não é a escrita bruta, a escrita bruta é apenas o começo, pois quando o ator pega o hábito de escrever, ele começa a se apaixonar por tal ato e se apaixona de tal forma que começa a criar novos mundos e esses novos mundos o possibilita de viver coisas novas em cena, pois se eu registrei algo novo no papel, tenho certeza de que esse registro vai estar no meu corpo de alguma forma.
"É um erro pensar que o processo de domínio do monólogo interno é um processo rápido e fácil. Se adquire pouco a pouco e como resultado de um grande trabalho por parte do intérprete." KNEBEL
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