Na aula de hoje fizemos uma discussão sobre a prova do primeiro bimestre e descobrimos quais personagens foram definidos para nós sermos na peça, achei muito interessante a maneira que a Lara dividiu as falas, ela usou coro em quase todos os personagens, isso fez com que todo mundo tivesse o mesmo peso de falas praticamente. É muito ruim quando temos uma figura principal em cena e os outros personagens são como se fossem um apoio dessa figura. No caso de Édipo, as cenas são bem distribuídas e preenchidas.
Discutimos também o fato de haver uma relação entre Tireses e Édipo muito interessante, pois no começo da peça, Édipo é todo cheio de razão, é o homem cheio de verdades que tudo vê, já Tireses é apenas um homem velho cego. No final da peça, o jogo vira, Tireses termina como o "homem que tudo via" e Édipo, sabendo que tudo o que ele achava sobre si era engano, não vê mais motivos para enxergar nada, ele percebe que estava errado o tempo todo, portanto, acaba cego. Gosto muito quando o "jogo inverte" no teatro, causa um certo tipo de estranhamento à cena e quebra com a linearidade. É horrível quando uma peça tem a mesma linha de raciocínio, mesmo ritimo e tempo. Acredito que nós estamos conseguido colocar na peça elementos que geram um espírito cênico melhor de ser sentido e assistido pelo público.
Eu acho que ainda falta em nós um interesse de discutir sobre a peça em si, na prova, muita gente não soube o que responder nessa questão, isso demonstra que essas pessoas não fazem a mínima ideia sobre o que se retrata a história de Édipo. Confesso que é um texto difícil e que algumas partes são muito difíceis de se entender pelo fato de ter um linguajá que não estamos habituados, mas precisamos manter o compromisso de pesquisar a cada dia mais, afinal, se nós que estamos fazendo a peça não estamos entendendo o que vamos montar, como podemos esperar que as pessoas que irão nos assistir vão entender alguma coisa? É preciso pensar sério nisso!
Nenhum comentário:
Postar um comentário