A aula de hoje foi cheia de emoções, a professora passou dois exercícios para aquecermos e começarmos a ensaiar. O primeiro exercício foi o exercício de confiança, onde testávamos o nosso sentimento de grupo. A partir desse exercício levando a seguinte questão: Até que ponto nós enquanto atores, nos disponibilizamos e nos anulamos em cena? Porque acredito que isso sempre está presente em nós, mas a pergunta é: Até que ponto? Por exemplo, se eu estou encenando e o meu parceiro de cena esquece o texto, o que eu faço? Eu fico na minha esperando ele lembrar a fala dele e "se virar", ou eu me disponibilizo em cena para criar coisas novas, coisas que eu ainda não tinha construído em cena? Senti muito isso no exercício de confiança, o exercício era o seguinte: Nós andávamos pelo espaço, e em qualquer momento alguém poderia se jogar em qualquer canto da sala, as pessoas que estavam ao redor não podiam deixar essa pessoa que se jogou cair e se machucar.
Eu via que algumas pessoas se jogavam e não queriam nem saber se ia se machucar, isso se chama confiar no seu grupo, mas ao mesmo tempo, quem ia se jogar tinha que ter uma noção do espaço para saber se fica fácil ou difícil para todos te ajudarem. Um outro ponto importante, é que algumas pessoas (Me incluo), quando iam se jogar, mas viam que outra pessoa também estava se jogando, se anulavam e iam ajudar o colega.
O exercício do animal foi excelente para nossas energias ficarem ativadas durante o ensaio, eu imaginei uma onça, meu personagem trás um pouco disso, é feroz, ágil e inteligente. Gostei da parte que a professora pedia para os animais se interagir, gostei muito de participar desse exercício pois fiquei imaginando os personagens em confronto e não os animais em confronto, não sei se essa era a proposta do exercício, mas eu fui pra esse lado.
Depois desses exercícios o ensaio rendeu mais, todos nós estávamos mais concentrados e dispostos a gastar toda aquela energia dos exercícios na construção e ensaio do espetáculo, digo construção e ensaio porque a cada encontro nós acrescentamos algo de diferente para a cena e ao mesmo tempo ensaiamos esse diferente para descobrirmos se as ideias se adaptam ou não a nós.
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